Finalmente a 2ª parte do tópico de eleições....
APOIO
No ano passado um apresentador famoso de tv alertou que não estava apoiando um candidato de uma cidadezinha no Nordeste, ao contrário do que afirmava o candidato em sua campanha (usando uma foto tirada com o apresentador).
O apresentador inclusive disse algo que achei espetacular: "Não importa em quem eu vou votar, cada um tem que decidir por sí mesmo"
Esse é o ponto!
É comum as pessoas deixarem influenciar seu voto pelo apoio que um candidato recebe de outro candidato ou de uma celebridade. Os motivos pelos quais alguém apoia outro são os mais diversos possíveis e será que são sempre coerentes com a necessidade do eleitor? Acho que normalmente não.
Recordo de uma eleição onde um candidato para as proporcionais ganhou muitos votos, inclusive elegendo outros da sua legenda por conta disso. O motivo? Ele é filho de um apresentador de tv. Eu particularmente não tenho nada contra esse candidato, na verdade, até simpatizo um pouco com ele, mas sei que foram poucos os votos por conta das propostas dele, a maioria foi meramente por conta do apoio.
Pior ainda que isso (celebridades) é o apoio de outros políticos. Lógico que os apoios terão base nas alianças feitas. Um Senador pode muito bem apoiar um candidato para um prefeitura de uma cidade que ele nem sequer conhece... Se o candidato é do partido e o partido julga importante esse município, basta fazer uma gravação juntos, uma foto, enfim, qualquer coisa.
INJUSTIÇA
Esse é o ponto mais revoltante. E põe revoltante nisso!
Vivo escutando: "Os políticos fazem isso, fazem aquilo e ninguém é condenado".
É verdade que ocorrem absolvições, mas também ocorrem condenações. E é nessa parte que entra a revolta. Conheço vários políticos condenados pelas mais diversas instâncias e pelos mais diversos motivos e que voltam a ser reeleitos.
A justiça "fez sua parte" e o povo vai lá e fica com pena deles, acredita na versão de perseguição política e volta a eleger os "condenados".
Pesquisando na internet, descobri que um município, que teve 3 prefeitos em um único dia tem em seus eleitores demonstrando claramente tal prática.
Um candidato foi cassado em 2004, depois candidatou-se novamente em 2008 e teve sua canditura impugnada, mas mesmo assim foi eleito, mas acabou impedido de tomar posse. Quer dizer, a justiça condenou ele em 2004 e novamente em 2008 e provavelmente em 2012 ele vença novamente. Em resumo, tem que ter muita cara-de-pau para falar da justiça agindo dessa maneira.
Se formos procurar no Senado e no Congresso vamos encontrar várias "vítimas" da justiça, que foram condenados e o povo devolveu seus tão justos mandatos....
É brincadeira...
Se for fazer um levantamento amplo, nos níveis municipais, estaduais e federal, muitos casos de reeleitos após condenação serão encontrados. Nem faço idéia de quantos possam ter, nem quero saber, apenas no meu "mundinho", nas regiões que me importam, já tem casos demais.
quinta-feira, 12 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
A odisséia de ir ao banco
Hoje fui no banco e nada mais justo do que priorizar isso ao invés de concluir a parte das eleições.
Criticar os bancos é muito fácil e não acrescenta nada. Não que eu esteja dizendo que não há o que criticar, muito pelo contrário, há muito o que criticar, mas todo mundo sabe disso.
Vou fazer algo um pouco diferente, vou criticar os clientes dos bancos.
Em primeiríssimo lugar o que mais irrita num dia de banco lotado são os constantes resmungos. O povo fica murmurando, reclamando, xingando, mas ninguém faz isso para o banco e quando chega a fazer, faz para a pessoa errada. Por exemplo, o caixa normalmente faz o que pode, mas ele não pode transformar-se em dois. Raramente a culpa é dele.
Fiquei 40 minutos na fila e confesso que o pior não foi ficar os 40 minutos esperando, mas ficar ouvindo reclamações ao vento. Absolutamente ninguém reclama com o gerente, ou com a ouvidoria do banco ou com o Banco Central, ou o Procon ou enfim qualquer reclamação útil.
Inúmeras vezes tive vontade de virar para a pessoa e perguntar: "Quer que eu faço o que?????" Sim, porque o sêr tá reclamando para terceiros, para as pessoas que nada tem a ver com o peixe.
Será que é uma tentativa de incitação? A pessoa não tem coragem de fazer uma reclamação decente e fica incitando para ver se alguém faz? Ou ela está tentando fazer as pessoas na frente dela desistirem de ir ao banco?
Mas não é só isso que os clientes de banco fazem de errado, tem outras coisas...
Outra é pagar contas pequenas em dinheiro, no banco. Se o banco tá vazio, tudo bem, mas fora isso é gostar e fazer questão de sofrer e o pior, quer envolver outras pessoas nisso. Pode ser que em alguns lugares não tem outra opção, mas está longe de ser o caso, no contexto que estou analizando. Na minha redondeza temos 7 bancos, distribuídos em 4 quadras. Nessas mesmas 4 quadras, temos uma loja que recebe contas, 1 supermercado, 2 lotéricas e no mínimo 1 farmácia (digo no mínimo porque talvez as outras também recebam, mas eu não sei). Resumindo, se for só para pagar uma conta com dinheiro, ir no banco normalmente é uma grande burrice, mas as pessoas insistem nisso.
Não para por aqui. Tem também a porta-giratória. Como tem gente que adora discutir com a porta e fazer mil e uma reclamações. Não entendo como possa ser tão difícil entender a utilidade dessa porta. Outra parte legal nessa história é que você já tá de saco cheia da pessoa fazendo merda e ela ainda inventa de reclamar justo para você.... Você fica sem palavras, pois tudo que vem à mente são xingamentos e você não está querendo piorar ainda mais as coisas.
Ainda no assunto, a maioria dos bancos tem uma única porta, mas ela é suficiente, mas tem um banco, cujos clientes tem mais dificuldade que o de costume para ser aprovado pela porta, sem falar que tem grande movimento e eles insistem em continuar com uma porta só. Havia um tempo em que muitos serviços precisavam exclusivamente ser executados alí, então dava para entender o motivo do tumulto, mas isso acabou. Não havendo mais essa obrigatoriedade, eu me pergunto porque as pessoas continuam insistindo em ir a um banco onde você já pega fila na rua, para entrar? E é literalmente na calçada a fila, não é nem internamente como são todos os outros da região. Porque raios as pessoas mantém suas contas ou seja lá o que for, nesse banco, que é sem dúvida o que pior atende? Mais uma vez o gosto pelo sofrimento.
Outra parte interessante sobre os comentário sobre o tal detector de metais são os famosos: "eu sempre passei com isso ou com aquilo porque agora não tá passando?" e repete essa frase todos os dias ao ser barrado.... Ao invés de ficar com essa palhaçada, porque não aprende logo de uma vez como funciona a porta e para de encher o saco dos outros e ficar atrapalhando o andamento daquilo que já não costuma andar muito rápido? Eu particularmente nunca tenho problemas, mas quando tenho muitas moedas a coisa muda e eu ao invés de fazer esses estúpidos comentários, simplesmente as tiro e passo. Normalmente até lembro antes de entrar, mas quando não lembro e a porta tranca eu simplesmente volto e me livro do problema, sem ficar torrando os outros com comentários esdrúxulos.
Já temos dificuldades demais com os bancos então seria um imenso favor se as pessoas não ficassem estressando umas as outras e quando quiserem reclamar, que reclamem, mas no lugar certo!!!
Criticar os bancos é muito fácil e não acrescenta nada. Não que eu esteja dizendo que não há o que criticar, muito pelo contrário, há muito o que criticar, mas todo mundo sabe disso.
Vou fazer algo um pouco diferente, vou criticar os clientes dos bancos.
Em primeiríssimo lugar o que mais irrita num dia de banco lotado são os constantes resmungos. O povo fica murmurando, reclamando, xingando, mas ninguém faz isso para o banco e quando chega a fazer, faz para a pessoa errada. Por exemplo, o caixa normalmente faz o que pode, mas ele não pode transformar-se em dois. Raramente a culpa é dele.
Fiquei 40 minutos na fila e confesso que o pior não foi ficar os 40 minutos esperando, mas ficar ouvindo reclamações ao vento. Absolutamente ninguém reclama com o gerente, ou com a ouvidoria do banco ou com o Banco Central, ou o Procon ou enfim qualquer reclamação útil.
Inúmeras vezes tive vontade de virar para a pessoa e perguntar: "Quer que eu faço o que?????" Sim, porque o sêr tá reclamando para terceiros, para as pessoas que nada tem a ver com o peixe.
Será que é uma tentativa de incitação? A pessoa não tem coragem de fazer uma reclamação decente e fica incitando para ver se alguém faz? Ou ela está tentando fazer as pessoas na frente dela desistirem de ir ao banco?
Mas não é só isso que os clientes de banco fazem de errado, tem outras coisas...
Outra é pagar contas pequenas em dinheiro, no banco. Se o banco tá vazio, tudo bem, mas fora isso é gostar e fazer questão de sofrer e o pior, quer envolver outras pessoas nisso. Pode ser que em alguns lugares não tem outra opção, mas está longe de ser o caso, no contexto que estou analizando. Na minha redondeza temos 7 bancos, distribuídos em 4 quadras. Nessas mesmas 4 quadras, temos uma loja que recebe contas, 1 supermercado, 2 lotéricas e no mínimo 1 farmácia (digo no mínimo porque talvez as outras também recebam, mas eu não sei). Resumindo, se for só para pagar uma conta com dinheiro, ir no banco normalmente é uma grande burrice, mas as pessoas insistem nisso.
Não para por aqui. Tem também a porta-giratória. Como tem gente que adora discutir com a porta e fazer mil e uma reclamações. Não entendo como possa ser tão difícil entender a utilidade dessa porta. Outra parte legal nessa história é que você já tá de saco cheia da pessoa fazendo merda e ela ainda inventa de reclamar justo para você.... Você fica sem palavras, pois tudo que vem à mente são xingamentos e você não está querendo piorar ainda mais as coisas.
Ainda no assunto, a maioria dos bancos tem uma única porta, mas ela é suficiente, mas tem um banco, cujos clientes tem mais dificuldade que o de costume para ser aprovado pela porta, sem falar que tem grande movimento e eles insistem em continuar com uma porta só. Havia um tempo em que muitos serviços precisavam exclusivamente ser executados alí, então dava para entender o motivo do tumulto, mas isso acabou. Não havendo mais essa obrigatoriedade, eu me pergunto porque as pessoas continuam insistindo em ir a um banco onde você já pega fila na rua, para entrar? E é literalmente na calçada a fila, não é nem internamente como são todos os outros da região. Porque raios as pessoas mantém suas contas ou seja lá o que for, nesse banco, que é sem dúvida o que pior atende? Mais uma vez o gosto pelo sofrimento.
Outra parte interessante sobre os comentário sobre o tal detector de metais são os famosos: "eu sempre passei com isso ou com aquilo porque agora não tá passando?" e repete essa frase todos os dias ao ser barrado.... Ao invés de ficar com essa palhaçada, porque não aprende logo de uma vez como funciona a porta e para de encher o saco dos outros e ficar atrapalhando o andamento daquilo que já não costuma andar muito rápido? Eu particularmente nunca tenho problemas, mas quando tenho muitas moedas a coisa muda e eu ao invés de fazer esses estúpidos comentários, simplesmente as tiro e passo. Normalmente até lembro antes de entrar, mas quando não lembro e a porta tranca eu simplesmente volto e me livro do problema, sem ficar torrando os outros com comentários esdrúxulos.
Já temos dificuldades demais com os bancos então seria um imenso favor se as pessoas não ficassem estressando umas as outras e quando quiserem reclamar, que reclamem, mas no lugar certo!!!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O Início
O primeiro post deste blog precisaria ser sem dúvida uma breve introdução.
Todos os dias coisas passam pela minha cabeça;
Todos os dias me revolto com alguma coisa;
Todos os dias tenho alguma crítica a fazer;
Basta ler ou ver algum jornal para perceber quanta coisa errada tem por aí.
É importante frisar que não será só de reclamações que esse blog viverá, mas também de conteúdos úteis ou interessantes. (abobrinhas vazias não).
Uma dúvida sempre pairou em minha cabeça e sempre postergou a criação do meu primeiro blog, "será que alguém lerá?". Hoje resolví começar depois de dar-me a seguinte resposta: "Não importa". Não que eu não esteja nem aí para nada, mas não vou me preocupar em "agradar", mas sim em postar aquilo que realmente acho digno de ser postado, se ninguém gostar, paciência, eu gostei.
Todos os dias coisas passam pela minha cabeça;
Todos os dias me revolto com alguma coisa;
Todos os dias tenho alguma crítica a fazer;
Basta ler ou ver algum jornal para perceber quanta coisa errada tem por aí.
É importante frisar que não será só de reclamações que esse blog viverá, mas também de conteúdos úteis ou interessantes. (abobrinhas vazias não).
Uma dúvida sempre pairou em minha cabeça e sempre postergou a criação do meu primeiro blog, "será que alguém lerá?". Hoje resolví começar depois de dar-me a seguinte resposta: "Não importa". Não que eu não esteja nem aí para nada, mas não vou me preocupar em "agradar", mas sim em postar aquilo que realmente acho digno de ser postado, se ninguém gostar, paciência, eu gostei.
Eleições 2010
Parece cedo para falar no assunto, mas não é. Os partidos e os políticos já estão fazendo as articulações e o eleitor também já deve começar a pensar no assunto.
Com relação à eleições e política, tenho algumas críticas importantes a fazer a respeito, as quais me revoltam muito e são: VOTO DE REJEIÇÃO, VOTO "PERDIDO", GENERALIZAÇÃO, APOIO e INJUSTIÇA.
VOTO DE REJEIÇÃO
Já ouvi e já assistí em inúmeras situações que votam no "A" porque odeiam o "B" e vice-versa. Esse comportamento é o que garante ao "A" e ao "B" um segundo turno para ambos e garante a vitória de um deles. Se você não gosta de "A", votar no seu principal rival político só serve para perpetuar o poder a dois grupos.
Quando for escolher um candidato, escolha-o pelas propostas e pelo histórico e não se ele é inimigo de quem você não gosta. Talvez se as pessoas não tivessem esse tipo de comportamento, teríamos mais renovação e mais seriedade na política.
VOTO "PERDIDO"
Já escutei diversas vezes, eu iria votar no fulano, mas como ele não tem chance vou votar no ciclano. Gente, isso não é corrida de cavalos, então você não precisa apostar em quem vai ganhar, mas sim escolher quem você acha mais adequado. Eu tenho votado no mesmo candidato em 3 eleições seguidas e ele não venceu nenhuma, mas isso não me incomoda. Me incomodaria é ter votado em alguém que não mereceu e ainda por cima venceu. Confesso que já fiz isso, só que se todos aprendessem e não repetissem o erro eleição após eleição, com certeza o cenário já seria outro. Eu por exemplo, jamais votarei nele novamente, nem daqui a 50 anos.
Então, quando for votar, foque-se na análise dos candidatos, a chance que cada um deles tem é problema deles. Aliás, pesquisa deveria servir só para isso, para que os candidatos avaliem seu desempenho, os eleitores não deveriam se interessar e muito menos se influenciar pelas pesquisas.
GENERALIZAÇÃO
Esse é outro ponto revoltante. Costumam falar muito por aí "nenhum candidato presta" e eu costumo sempre responder: "Você conhece todos eles?"
Em algumas situações, para o executivo pode até haver poucos candidatos, mas para o legislativo, inclusive municipal sempre há um substancial número de candidatos, mesmo nas menores cidades.
Na minha cidade tinha mais de 100. Será que algum eleitor conhece todos os candidatos? Com certeza não e confesso que isso é meio difícil mesmo.
Mas eu tenho uma dica para essa situação: Primeiro, elimine todos aqueles que você tenha algo contra eles, por menor que seja. Por ex.: Certa vez ví um candidato a vereador enrolar a moça do Estar. Obviamente ele foi eliminado da minha lista de possíveis candidatos. E olha que por já ter conversado pessoalmente com ele, havia até uma certa inclinação em votar nele.
Eu acho que a generalização pode ser usada para eliminar uma parte, não como justificativa para votar no de sempre porque todos são iguais. Garanto que não são. Pelo contrário, existe muita diferença.
Exemplo: Tem alguns partidos que eu não voto de jeito nenhum. É uma generalização sim, mas eu abriria uma excessão se conhece algum bom candidato de algum desses partidos (aliás, até conheço, mas não na minha região), mas na falta de informações mais precisas, já elimino mais alguns.
Se ao invés de votar de qualquer jeito, com esse pensamento de que tanto faz, você usar a "generalização" para eliminar alguns candidatos e poder decidir num grupo menor, com certeza disso sairá um voto mais consciente.
Na última eleição para vereador, votei numa candidata que nunca havia se candidatado e ela acabou ganhando (eu até achei que não ganharia). A razão pela qual votei nela? Não encontrei nada de errado nela. Pesquisei a respeito dela e não encontrei nada que a desabonasse, então dei um voto de confiança. Sobre muitos candidatos que pesquisei encontrei problemas de nepotismo, faltas constantes à sessões, etc...
Aliás, tem outro detalhe: O candidato precisa ser honesto e também competente. Pior do que um desonesto é alguém que além de desonesto não sabe fazer nada. Não pensem que o fato da pessoa ser humilde ela é honesta. Uma coisa não puxa a outra.
Resumindo: Não ache que são todos iguais, mas seja implacável com as falhas que encontrar, depois decida entre os que sobrarem.
Os outros dois pontos ficam para o próximo post.
Com relação à eleições e política, tenho algumas críticas importantes a fazer a respeito, as quais me revoltam muito e são: VOTO DE REJEIÇÃO, VOTO "PERDIDO", GENERALIZAÇÃO, APOIO e INJUSTIÇA.
VOTO DE REJEIÇÃO
Já ouvi e já assistí em inúmeras situações que votam no "A" porque odeiam o "B" e vice-versa. Esse comportamento é o que garante ao "A" e ao "B" um segundo turno para ambos e garante a vitória de um deles. Se você não gosta de "A", votar no seu principal rival político só serve para perpetuar o poder a dois grupos.
Quando for escolher um candidato, escolha-o pelas propostas e pelo histórico e não se ele é inimigo de quem você não gosta. Talvez se as pessoas não tivessem esse tipo de comportamento, teríamos mais renovação e mais seriedade na política.
VOTO "PERDIDO"
Já escutei diversas vezes, eu iria votar no fulano, mas como ele não tem chance vou votar no ciclano. Gente, isso não é corrida de cavalos, então você não precisa apostar em quem vai ganhar, mas sim escolher quem você acha mais adequado. Eu tenho votado no mesmo candidato em 3 eleições seguidas e ele não venceu nenhuma, mas isso não me incomoda. Me incomodaria é ter votado em alguém que não mereceu e ainda por cima venceu. Confesso que já fiz isso, só que se todos aprendessem e não repetissem o erro eleição após eleição, com certeza o cenário já seria outro. Eu por exemplo, jamais votarei nele novamente, nem daqui a 50 anos.
Então, quando for votar, foque-se na análise dos candidatos, a chance que cada um deles tem é problema deles. Aliás, pesquisa deveria servir só para isso, para que os candidatos avaliem seu desempenho, os eleitores não deveriam se interessar e muito menos se influenciar pelas pesquisas.
GENERALIZAÇÃO
Esse é outro ponto revoltante. Costumam falar muito por aí "nenhum candidato presta" e eu costumo sempre responder: "Você conhece todos eles?"
Em algumas situações, para o executivo pode até haver poucos candidatos, mas para o legislativo, inclusive municipal sempre há um substancial número de candidatos, mesmo nas menores cidades.
Na minha cidade tinha mais de 100. Será que algum eleitor conhece todos os candidatos? Com certeza não e confesso que isso é meio difícil mesmo.
Mas eu tenho uma dica para essa situação: Primeiro, elimine todos aqueles que você tenha algo contra eles, por menor que seja. Por ex.: Certa vez ví um candidato a vereador enrolar a moça do Estar. Obviamente ele foi eliminado da minha lista de possíveis candidatos. E olha que por já ter conversado pessoalmente com ele, havia até uma certa inclinação em votar nele.
Eu acho que a generalização pode ser usada para eliminar uma parte, não como justificativa para votar no de sempre porque todos são iguais. Garanto que não são. Pelo contrário, existe muita diferença.
Exemplo: Tem alguns partidos que eu não voto de jeito nenhum. É uma generalização sim, mas eu abriria uma excessão se conhece algum bom candidato de algum desses partidos (aliás, até conheço, mas não na minha região), mas na falta de informações mais precisas, já elimino mais alguns.
Se ao invés de votar de qualquer jeito, com esse pensamento de que tanto faz, você usar a "generalização" para eliminar alguns candidatos e poder decidir num grupo menor, com certeza disso sairá um voto mais consciente.
Na última eleição para vereador, votei numa candidata que nunca havia se candidatado e ela acabou ganhando (eu até achei que não ganharia). A razão pela qual votei nela? Não encontrei nada de errado nela. Pesquisei a respeito dela e não encontrei nada que a desabonasse, então dei um voto de confiança. Sobre muitos candidatos que pesquisei encontrei problemas de nepotismo, faltas constantes à sessões, etc...
Aliás, tem outro detalhe: O candidato precisa ser honesto e também competente. Pior do que um desonesto é alguém que além de desonesto não sabe fazer nada. Não pensem que o fato da pessoa ser humilde ela é honesta. Uma coisa não puxa a outra.
Resumindo: Não ache que são todos iguais, mas seja implacável com as falhas que encontrar, depois decida entre os que sobrarem.
Os outros dois pontos ficam para o próximo post.
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