Acabo de ler uma matéria que fala de intolerância e preconceito. Hoje vou ser curto e direto. O grande problema não está na discussão de raças, gêneros, orientação sexual.
O "X" do problema é a falta de respeito, não importa qual direção siga.
Só se observa intolerância quando há um grande número de casos relacionados a determinado "grupo".
É preciso que haja respeito, começando na sala de aula. Os alunos devem respeitar os colegas e principalmente os professores e estou falando na prática, não apenas na teoria.
Essa prática simplesmente tem que ocorrer.
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Redução da maioridade penal
Tenho visto muitas matérias na TV a respeito da redução da maioridade penal e tenho visto muita confusão a respeito disso.
O que mais me chama a atenção é a falta de objetividade na discussão. As pessoas tem tomado lados e encarado o assunto como se fosse uma partida de futebol, tanto que até briga tem ocorrido por conta disso.
É preciso que o assunto seja tratado no campo da racionalidade, não do emocional e muito menos jogar questões de "esquerda" e "direita" na discussão. Isso não tem nada de "esquerdo" ou "direito". É uma questão muito séria e que tem que ser tratada com seriedade.
Hoje tive a oportunidade de ler uma matéria na revista Veja da semana passada, tratando do assunto. Muito boa a matéria. Não chega a esgotar o caso, mas os pontos tratados foram colocados com bastante responsabilidade, aliás, foi citado o livro Freaknomics que é um livro simplesmente fantástico.
Hoje não quero me estender e não vou fazer posicionamentos a respeito, mas quero registrar que sem dúvida alguma, mudanças precisam ser feitas e minha maior preocupação com o caso é que o excesso de bobagem e de distorções acabe prejudicando a análise racional da situação.
A propósito, na revista foi citado que o ECA foi extremamente bem recebida na época por conta de ser uma "libertação" da ditadura. Quero escrever mais sobre isso em outro momento, mas já adianto que é preciso que nós nos libertemos da ditadura. Essa libertação significa parar de ter aversão a tudo que lembra a ditadura. Já faz mais de 20 anos que ela acabou! Foi um período complicado, sim, foi, mas não significa que absolutamente tudo estava errado. Ontem mesmo a Presidente invocou a ditadura ao falar das delações, colocando a pessoa na categoria dos traidores e a justiça na categoria dos interrogadores cruéis.
O que mais me chama a atenção é a falta de objetividade na discussão. As pessoas tem tomado lados e encarado o assunto como se fosse uma partida de futebol, tanto que até briga tem ocorrido por conta disso.
É preciso que o assunto seja tratado no campo da racionalidade, não do emocional e muito menos jogar questões de "esquerda" e "direita" na discussão. Isso não tem nada de "esquerdo" ou "direito". É uma questão muito séria e que tem que ser tratada com seriedade.
Hoje tive a oportunidade de ler uma matéria na revista Veja da semana passada, tratando do assunto. Muito boa a matéria. Não chega a esgotar o caso, mas os pontos tratados foram colocados com bastante responsabilidade, aliás, foi citado o livro Freaknomics que é um livro simplesmente fantástico.
Hoje não quero me estender e não vou fazer posicionamentos a respeito, mas quero registrar que sem dúvida alguma, mudanças precisam ser feitas e minha maior preocupação com o caso é que o excesso de bobagem e de distorções acabe prejudicando a análise racional da situação.
A propósito, na revista foi citado que o ECA foi extremamente bem recebida na época por conta de ser uma "libertação" da ditadura. Quero escrever mais sobre isso em outro momento, mas já adianto que é preciso que nós nos libertemos da ditadura. Essa libertação significa parar de ter aversão a tudo que lembra a ditadura. Já faz mais de 20 anos que ela acabou! Foi um período complicado, sim, foi, mas não significa que absolutamente tudo estava errado. Ontem mesmo a Presidente invocou a ditadura ao falar das delações, colocando a pessoa na categoria dos traidores e a justiça na categoria dos interrogadores cruéis.
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Nossas crises políticas
Este ano de 2015 vem sendo marcado por muitos protestos contra a Dilma, queda de popularidade e muitas críticas a ela.
Até aqui nada de estranho ou de errado, mas eu diria, pouco criativo.
Porque só ela??
Claro, tem muita gente criticando o PT. Certo, tudo bem também, mas porquê só o PT?
É verdade que há muita coisa errado acontecendo e que já aconteceu, mas é muita inocência achar que tudo é culpa de uma única pessoa. Todos sabem que o Presidente da República nomeia os Ministros e uma série de outros cargos, mas achar que todos são de sua livre e pessoal escolha é um excesso imperdoável de inocência.
Há muitos movimentos pedindo impeachmeant, mas fica a pergunta: Se a Dilma sai quem assume? Isso muda as coisas? Tem certeza? Agora tem partido defendendo o parlamentarismo, dizendo que se fôssemos parlamentaristas o governo já teria caído há muito tempo. Teria mesmo? Quem seria o primeiro-ministro? Usariam-se os mesmos critérios para eleger os dirigentes do congresso e assembleias legislativas?
A real reforma política se faz nas urnas. De que adianta a popularidade da Dilma cair e as intenções de votos numa provável candidatura do Lula em 2018 ser alta?
Fala-se muito que a justiça não condena a corrupção, mas sobram exemplos de ex-condenados voltarem a ser reeleitos. Temos ainda os casos dos absolvidos por falta de provas. Se não gostamos do resultado judicial é só não repeti-lo. Na eleição não precisamos de "provas", basta que condenemos todos os suspeitos e consideremos apenas o que sobrar, mas isso seria exigir criatividade política do brasileiro e isso passa longe da nossa população, independentemente da renda ou mesmo do grau de escolaridade.
Penso duas vezes antes de falar em política porque é estressante demais falar que não vou votar em A e a pessoa dizer, mas B é ainda pior! Oras, quantas letras o alfabeto tem? Ou melhor, quando candidatos são? Temos que parar com essa mania de achar que temos dois candidatos, aqui é o Brasil, não os Estados Unidos. Desculpe, esqueci, tem momentos em que são aceitos três.
VOCÊ NÃO PRECISA VOTAR NO "B" PORQUE NÃO GOSTA DO "A" OU VICE-VERSA. Entenda as regras eleitorais primeiro e depois emita opiniões. Vou tratar do assunto um dia desses.
Até aqui nada de estranho ou de errado, mas eu diria, pouco criativo.
Porque só ela??
Claro, tem muita gente criticando o PT. Certo, tudo bem também, mas porquê só o PT?
É verdade que há muita coisa errado acontecendo e que já aconteceu, mas é muita inocência achar que tudo é culpa de uma única pessoa. Todos sabem que o Presidente da República nomeia os Ministros e uma série de outros cargos, mas achar que todos são de sua livre e pessoal escolha é um excesso imperdoável de inocência.
Há muitos movimentos pedindo impeachmeant, mas fica a pergunta: Se a Dilma sai quem assume? Isso muda as coisas? Tem certeza? Agora tem partido defendendo o parlamentarismo, dizendo que se fôssemos parlamentaristas o governo já teria caído há muito tempo. Teria mesmo? Quem seria o primeiro-ministro? Usariam-se os mesmos critérios para eleger os dirigentes do congresso e assembleias legislativas?
A real reforma política se faz nas urnas. De que adianta a popularidade da Dilma cair e as intenções de votos numa provável candidatura do Lula em 2018 ser alta?
Fala-se muito que a justiça não condena a corrupção, mas sobram exemplos de ex-condenados voltarem a ser reeleitos. Temos ainda os casos dos absolvidos por falta de provas. Se não gostamos do resultado judicial é só não repeti-lo. Na eleição não precisamos de "provas", basta que condenemos todos os suspeitos e consideremos apenas o que sobrar, mas isso seria exigir criatividade política do brasileiro e isso passa longe da nossa população, independentemente da renda ou mesmo do grau de escolaridade.
Penso duas vezes antes de falar em política porque é estressante demais falar que não vou votar em A e a pessoa dizer, mas B é ainda pior! Oras, quantas letras o alfabeto tem? Ou melhor, quando candidatos são? Temos que parar com essa mania de achar que temos dois candidatos, aqui é o Brasil, não os Estados Unidos. Desculpe, esqueci, tem momentos em que são aceitos três.
VOCÊ NÃO PRECISA VOTAR NO "B" PORQUE NÃO GOSTA DO "A" OU VICE-VERSA. Entenda as regras eleitorais primeiro e depois emita opiniões. Vou tratar do assunto um dia desses.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Retomada
Hoje este blog volta ao ar.
Muitos motivos postergaram esse retorno, entre eles, o excesso de assuntos a tratar, ou melhor, temas de crítica.
Todos os dias, nos meus minutos de reflexão, muitos assuntos passam pela minha cabeça. Muitas coisas erradas foram vistas no decorrer do dia...
Vou começar, como assunto para esta retomada falando de um episódio que ocorreu na madrugada de segunda para terça-feira, próximo a minha casa, aproximadamente às 03:30 da manhã.
Bom, apesar do fato ocorrer a uma distância razoável da minha casa, acordei com gritos de filho da p***.
Bem, tratava-se de um bêbado arrumando confusão. A maioria das palavras gritadas eu não conseguia entender, especialmente por conta da distância, mas em dado momento escutei a palavra polícia. Logo depois escutei a frase eu sou trabalhador.
Esse é o ponto da crítica de hoje. A pessoa tem um emprego e por isso acha-se no direito de se intitular trabalhador. Poder ser chamado de trabalhador na minha opinião passa muito longe de meramente ter um emprego. Trabalhador, não importa o que faça ou quanto ganhe é aquela pessoa que se dedica de verdade àquilo que faz, que procura sempre melhorar, que de alguma forma contribua para a sociedade. Aquele cara, mesmo tendo supostamente um emprego, para mim não passa de um vagabundo. Sim, um cara que fica gritando palavrões às 03:30 da manhã, sem dúvida alguma que é um vagabundo.
Em várias reportagens da televisão também escutei a evocação do termo "trabalhador" de modo leviano. A pessoa faz coisas erradas e quer ser "perdoado" porque acha que é trabalhador. Comumente vemos situações onde a pessoa ultrapassa diversos dispositivos legais e mesmo assim acha que ser "trabalhador" o habilita a tudo isso. A vagabundagem, a contravenção, a falta de respeito estão cada vez mais inseridas em nosso meio social e o que é pior, estamos achando normal. Alguns meses atrás, um propagandista sonoro que atua na cidade passou pelo meu bairro de madrugada com aquelas caixas de som ligadas no último volume. Aquele também acha que é um trabalhador.
O grande problema é que estamos achando cada vez mais normal a contravenção, a ilegalidade, o desrespeito e até apoiando, quando em algum momento raro ocorrem intervenções do poder público. No terminal da cidade por exemplo existe um grande cartaz proibindo o comércio ambulante, que ironicamente instala-se abaixo da placa. Eles estão apenas trabalhando, certo? Errado!!!! É assim que as coisas começam. Sob a alegação de estar trabalhando, cada vez mais teremos situações de desordem. Se continuarmos a achar normal o que está errado, logo, os caminhões pararão para descarregar em qualquer lugar, afinal, eles estão trabalhando. (aliás, muitos táxis já fazem esse tipo de coisa). Ônibus excederão os limites de velocidade porque estão atrasados (e trabalhando), lojas obstruirão a calçada com seus produtos (ops, isso já acontece) e por aí vai.
Vivemos em um País de muita teoria e pouca prática. Na verdade, a maioria dos temas futuros será justamente "especificar" situações de excesso de teoria e falta de prática. Todos os casos acima citados são proibidos por lei, mas pouco se faz para exigir o cumprimento e quando se faz, comumente a população se solidariza com os infratores, especialmente se eles estiverem "trabalhando" ou serem "trabalhadores".
Muitos motivos postergaram esse retorno, entre eles, o excesso de assuntos a tratar, ou melhor, temas de crítica.
Todos os dias, nos meus minutos de reflexão, muitos assuntos passam pela minha cabeça. Muitas coisas erradas foram vistas no decorrer do dia...
Vou começar, como assunto para esta retomada falando de um episódio que ocorreu na madrugada de segunda para terça-feira, próximo a minha casa, aproximadamente às 03:30 da manhã.
Bom, apesar do fato ocorrer a uma distância razoável da minha casa, acordei com gritos de filho da p***.
Bem, tratava-se de um bêbado arrumando confusão. A maioria das palavras gritadas eu não conseguia entender, especialmente por conta da distância, mas em dado momento escutei a palavra polícia. Logo depois escutei a frase eu sou trabalhador.
Esse é o ponto da crítica de hoje. A pessoa tem um emprego e por isso acha-se no direito de se intitular trabalhador. Poder ser chamado de trabalhador na minha opinião passa muito longe de meramente ter um emprego. Trabalhador, não importa o que faça ou quanto ganhe é aquela pessoa que se dedica de verdade àquilo que faz, que procura sempre melhorar, que de alguma forma contribua para a sociedade. Aquele cara, mesmo tendo supostamente um emprego, para mim não passa de um vagabundo. Sim, um cara que fica gritando palavrões às 03:30 da manhã, sem dúvida alguma que é um vagabundo.
Em várias reportagens da televisão também escutei a evocação do termo "trabalhador" de modo leviano. A pessoa faz coisas erradas e quer ser "perdoado" porque acha que é trabalhador. Comumente vemos situações onde a pessoa ultrapassa diversos dispositivos legais e mesmo assim acha que ser "trabalhador" o habilita a tudo isso. A vagabundagem, a contravenção, a falta de respeito estão cada vez mais inseridas em nosso meio social e o que é pior, estamos achando normal. Alguns meses atrás, um propagandista sonoro que atua na cidade passou pelo meu bairro de madrugada com aquelas caixas de som ligadas no último volume. Aquele também acha que é um trabalhador.
O grande problema é que estamos achando cada vez mais normal a contravenção, a ilegalidade, o desrespeito e até apoiando, quando em algum momento raro ocorrem intervenções do poder público. No terminal da cidade por exemplo existe um grande cartaz proibindo o comércio ambulante, que ironicamente instala-se abaixo da placa. Eles estão apenas trabalhando, certo? Errado!!!! É assim que as coisas começam. Sob a alegação de estar trabalhando, cada vez mais teremos situações de desordem. Se continuarmos a achar normal o que está errado, logo, os caminhões pararão para descarregar em qualquer lugar, afinal, eles estão trabalhando. (aliás, muitos táxis já fazem esse tipo de coisa). Ônibus excederão os limites de velocidade porque estão atrasados (e trabalhando), lojas obstruirão a calçada com seus produtos (ops, isso já acontece) e por aí vai.
Vivemos em um País de muita teoria e pouca prática. Na verdade, a maioria dos temas futuros será justamente "especificar" situações de excesso de teoria e falta de prática. Todos os casos acima citados são proibidos por lei, mas pouco se faz para exigir o cumprimento e quando se faz, comumente a população se solidariza com os infratores, especialmente se eles estiverem "trabalhando" ou serem "trabalhadores".
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