quarta-feira, 24 de junho de 2015

Nossas crises políticas

Este ano de 2015 vem sendo marcado por muitos protestos contra a Dilma, queda de popularidade e muitas críticas a ela.
Até aqui nada de estranho ou de errado, mas eu diria, pouco criativo.
Porque só ela??
Claro, tem muita gente criticando o PT.  Certo, tudo bem também, mas porquê só o PT?
É verdade que há muita coisa errado acontecendo e que já aconteceu, mas é muita inocência achar que tudo é culpa de uma única pessoa.  Todos sabem que o Presidente da República nomeia os Ministros e uma série de outros cargos, mas achar que todos são de sua livre e pessoal escolha é um excesso imperdoável de inocência.
Há muitos movimentos pedindo impeachmeant, mas fica a pergunta:  Se a Dilma sai quem assume?  Isso muda as coisas? Tem certeza?  Agora tem partido defendendo o parlamentarismo, dizendo que se fôssemos parlamentaristas o governo já teria caído há muito tempo.  Teria mesmo?  Quem seria o primeiro-ministro? Usariam-se os mesmos critérios para eleger os dirigentes do congresso e assembleias legislativas?

A real reforma política se faz nas urnas.  De que adianta a popularidade da Dilma cair e as intenções de votos numa provável candidatura do Lula em 2018 ser alta?
Fala-se muito que a justiça não condena a corrupção, mas sobram exemplos de ex-condenados voltarem a ser reeleitos.  Temos ainda os casos dos absolvidos por falta de provas.  Se não gostamos do resultado judicial é só não repeti-lo.  Na eleição não precisamos de "provas", basta que condenemos todos os suspeitos e consideremos apenas o que sobrar, mas isso seria exigir criatividade política do brasileiro e isso passa longe da nossa população, independentemente da renda ou mesmo do grau de escolaridade.

Penso duas vezes antes de falar em política porque é estressante demais falar que não vou votar em A e a pessoa dizer, mas B é ainda pior!  Oras, quantas letras o alfabeto tem?  Ou melhor, quando candidatos são? Temos que parar com essa mania de achar que temos dois candidatos, aqui é o Brasil, não os Estados Unidos.  Desculpe, esqueci, tem momentos em que são aceitos três.

VOCÊ NÃO PRECISA VOTAR NO "B" PORQUE NÃO GOSTA DO "A" OU VICE-VERSA.  Entenda as regras eleitorais primeiro e depois emita opiniões.  Vou tratar do assunto um dia desses.

Nenhum comentário:

Postar um comentário